Chora não coleguinha!
Hoje resolvi compartilhar um
pouquinho sobre minhas decepções, eu aos 22 anos me considero pós-doutorada em
quebrar a cara!
Minha vida amorosa pode ser basicamente
explicada com as músicas: Infiel – Marília Mendonça, Cinquenta reais –NaiaraAzevedo e Meu violão e nosso cachorro- Simone e Simária, na versão sem violão e
cachorro, mas com um par de chifres e as multas dos contratos para pagar
sozinha! Lembra da vizinha que havia mencionado em algum post anterior? É
aqui que ela aparece... não pense que fico triste ao lembrar disso, até dou
risadas e agradeço por ter acordado a tempo.
Minha vó falava uma coisa sobre
Deus escrever certo em linhas tortas e se realmente isso existe, as linhas de
Deus na minha vida parecem um eletrocardiograma ou então uma escala de 10 montes
Everest com 10 Picos da Bandeira e quando eu penso agora vai, não vai
kkkkk.
Sério um dia um moço me perguntou
: ‘‘Como pode, porque você é assim?’’, eu fiquei assustada e perguntei: ‘‘Assim
como?’’
ele disse: ‘‘ Tão sem sorte, coitada’’, comecei a pensar sobre tudo que vivi
até agora...
Saí de um relacionamento de 6 anos, mais precisamente de um noivado
com casamento marcado, depois disso após quase 2 anos é um tombo atrás de tombo
e quando eu penso que não há como piorar kkkkk vou na balada e um velhinho de 70 anos quer ficar
comigo (kkkkkkkkkkkkkk essa história é real, conto depois, eu não fiquei com o
velhinho e que fique bem claro) realmente deveria me sentir uma coitada, mas
não... refletindo profundamente sobre isso conclui que eu não consigo me
lembrar de momentos felizes desse relacionamento onde até fui noiva e a cada
dia me convenço mais de que seria muito infeliz se tivesse me casado com aquele
ser e eu entendo perfeitamente o porque, num relacionamento deve existir
algumas coisas básicas são elas: reciprocidade, respeito, aceitação,
entendimento, carinho e todas essas coisas devem estar em equilíbrio, aí chego
a questão primordial da história, eu não sabia o que era equilíbrio, eu sempre
fazia mais e recebia migalhas, migalhas que me custaram tempo e sofrimento desnecessário a uma pessoa tão
jovem (claro trouxeram experiências, dolorosas, não recomendo a ninguém, mas que
fazem parte do que eu sou).
Eu sempre
fiz muito, me doei muito (continuo assim, explicação talvez para os demais
tombos), me dediquei muito, nunca recebi na mesma proporção, mas nunca exigi ou
cobrei absolutamente nada, nem o mínimo e mesmo assim não era o bastante, não
era boa o suficiente, meu jeito de falar, meu cabelo, minhas roupas, minha
postura mediante determinadas situações, minhas opiniões, meus gostos, eu sendo
eu não era o certo para aquela pessoa que constantemente queria que eu mudasse,
que eu e transformasse em algo totalmente diferente da minha essência, eu
tentava, mas por fim cansei... saí desse relacionamento abusivo e me dei conta
de que não tinha se quer um amigo, não aproveitei minha adolescência e aos 21
anos nunca tinha ido se quer numa boate. Você deve estar pensando, que eu
sofri, pois acredite no fim disso tudo, eu me senti leve, parecia que havia
retirado um peso gigantesco de mim.
Aprendi que amor não machuca, se
estiver doendo desconfie e questione-se, que gostar de alguém exatamente
parecido com você é relativamente mais fácil, difícil mesmo é aceitar e gostar
de alguém completamente diferente de você, amar não é apenas enxergar
qualidades no outro e sim além das qualidades ver os defeitos e sentir que
aquela pessoa é perfeita para você na própria imperfeição, resumindo amar não é
para qualquer um e não é só para um.
A vizinha eu descobri depois do
término, eu não tenho ideia de quantas vezes ou do tempo que eles estiveram
juntos, mas algumas coisas fazem sentido hoje depois que soube disso.
Sobre os outros tombos, bem...
foram dolorosos, mas necessários também para que no lugar da palavra coitada na
minha cabeça prevalecesse a palavra forte!! Pretendo não levar mais tombos
kkkkk, (venho tomando medidas preventivas quanto a isso e ficar para titia vem
sendo a melhor escolha)
Acho que a maior lição que tiro
de tudo isso é que o amor é um sentimento muito puro para ser desperdiçado,
então devemos nos resguardar quanto a isso, demonstrar esse sentimento a quem
realmente merecer sempre nos atentando quanto ao equilíbrio do dar e receber!!
Tem sugestões de temas? Alguma história interessante para compartilhar sobre desastres amorosos? Me escreva, vou adorar ler e tentar ajudar de algum modo!!
Email para contato: donaesquista@gmail.com
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