Pazienza, conhece moça?
Meu Deus como é difícil falar de algo
que eu desconfio não ter que é paciência e me sinto aliviada em saber que não
sou a única pessoa do universo a ser assim.
É engraçado, mas entendemos
paciência basicamente como espera, lamento desapontar, mas paciência envolve
aspectos muito maiores que o simples ato de deixar o tempo passar. Esperar os
ponteiros do relógio mudarem de posição é consideravelmente fácil, ser paciente
não é!
Ter paciência é compreender que ás
vezes o tempo necessário não é o do relógio, mas sim o do coração com
tolerância, consciência de que talvez esse tempo nem chegue e mesmo sabendo
disso persistir sem questionar, se queixar mediante as situações difíceis sem
perder a calma.
Perder a paciência é cansar da
espera, espera essa que muitas vezes não sabemos nem pelo que é, mas sabemos
onde acaba muitas vezes (lenços, chocolate, porre e Jorge e Mateus).
Ser paciente é ter autocontrole
emocional, isso implica conhecer os próprios limites e saber respeitá-los, o
que muitas vezes não conseguimos fazer porque as engrenagens dos sentimentos e
da razão estão em descompasso, aí no lugar da paciência surge a ansiedade, a
insegurança, o medo, o desespero, a carência, a dor, a intolerância e por fim a
perda do controle (chocolate e playlist do Jorge e Mateus).
Para finalizar deixo a seguinte
reflexão, qual é o seu limite? Até onde você é capaz de ser
tolerante?
Até quando é capaz de esperar o tempo que não se cronometra no relógio? Será
que chegamos mesmo ao limite? Será que a paciência é mesmo findável ou usamos
esse discurso para justificar nossos momentos de explosão (claro que existem
exceções) devido a falta de controle dos nossos sentimentos e de nós mesmo?
Não quer conquistar um homem? Engane-se dizendo ser
paciente sem ao menos compreender que a mesma não consiste apenas na espera,
mas acima de tudo no autocontrole emocional.
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